Redação
Cinco meses depois do primeiro grande colapso, parte do lixão de Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal, voltou a desmoronar. A própria empresa Ouro Verde, responsável pelo local, notificou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) sobre o novo episódio. O lixão permanece interditado e não recebe mais resíduos desde o primeiro acidente.
De acordo com a empresa, o desmoronamento ocorreu na noite de terça-feira (11) dentro dos limites do aterro, sem causar impacto ambiental. A Ouro Verde informou que o material deslizado não alcançou o curso d’água próximo e que não há risco estrutural para a área ou para o entorno.
A Semad explicou que o deslizamento atingiu a mesma pilha que cedeu em junho, e não a pilha formada pelos resíduos retirados do córrego Santa Bárbara após o primeiro desastre. A estimativa é de que cerca de 3 mil toneladas, das 250 mil toneladas que compõem o maciço, tenham deslizado desta vez. As chuvas que atingiram a região podem ter contribuído para a instabilidade.
No entanto, o gerente de emergências ambientais da Semad, major Sayro Reis, afirmou que o processo de aterramento e "reconformação" do lixo — realizado para reduzir a produção de chorume e vetores — também pode ter influenciado o novo deslizamento. A hipótese será analisada pela equipe técnica.
Fiscalizadores da secretaria verificaram que não houve contaminação do córrego no segundo episódio. No primeiro desmoronamento, cerca de 42 mil toneladas de lixo atingiram o Santa Bárbara, ocasionando sérios danos ambientais. Todo o material já foi retirado pela empresa.
O colapso registrado em junho resultou em uma multa de R$ 37,5 milhões aplicada pela Semad à Ouro Verde, devido à contaminação de área de preservação permanente. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) reforçou que o local não possuía estudos ambientais adequados para operar como aterro.
Na ocasião, a empresa lamentou o ocorrido e declarou estar comprometida com a mitigação dos danos e com ações de prevenção para evitar novos riscos.
A Semad irá concluir, nos próximos dias, o laudo que apontará as causas do novo desmoronamento e possíveis medidas adicionais a serem aplicadas.
Leia a íntegra da nota da empresa Ouro Verde:
A Ouro Verde confirma que, na noite da última terça-feira (11) para quarta-feira (12), ocorreu um deslizamento pontual de resíduos sólidos dentro da área interna de seu aterro localizado em Padre Bernardo (GO).
A empresa esclarece que o evento ocorreu dentro dos limites do imóvel, não houve qualquer impacto ambiental, não atingiu o curso d’água existente nas proximidades e não há risco estrutural para o local ou para a área do entorno.
Após o episódio registrado em junho deste ano, a Ouro Verde adotou medidas de reforço na contenção e monitoramento das pilhas de resíduos, incluindo melhorias no sistema de drenagem, ampliação do acompanhamento técnico e revisão dos procedimentos operacionais de segurança.
Neste momento, as equipes técnicas da empresa estão realizando nova avaliação preventiva e adotando todas as providências necessárias para garantir a estabilidade e segurança total da área.
A Ouro Verde reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade ambiental e a segurança das operações, mantendo diálogo constante com os órgãos ambientais competentes.
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